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Enquanto o restante
da cidade nem se dava conta, a Zona Norte cresceu
e apareceu, e hoje é considerada uma
das regiões mais completas de São
Paulo.

Os jovens que se concentram nos bares da
Avenida Luiz Dumont Villares, no Jardim São
Paulo, dificilmente conseguiriam imaginar que
até meados do século passado quase
toda a região era composta de brejais
e terrenos baldios, de acesso praticamente inviável
devido ao rio que a separa do centro da cidade.
Localizados ao longo da planície inundável
do Tietê, os povoados da "outra margem
do rio", ao pé da Serra da Cantareira,
eram naturalmente - no sentido literal do termo
- separados da área "urbana"
de São Paulo.
Além disso, os alagamentos provocados
pelas cheias foram responsáveis pelo
fato de locais como Santana, Freguesia do Ó
e Tucuruvi permanecerem durante muito tempo
com perfil quase rural. Conhecida como Guaré
- nome da estrada que ligava Santana ao povoado
da Luz, hoje a Rua Florêncio de Abreu
-, a região além-Tietê,
embora tenha começado a se incorporar
à cidade no século 17, só
foi assumir características mais urbanas
já quase na segunda metade do século
20.
As décadas de 1940 e 1950 foram fundamentais
para o desenvolvimento e a valorização
da Zona Norte. Logo vieram as pontes Cruzeiro
do Sul e Vila Guilherme, e avenidas importantes,
como a Braz Leme. Em 1975 foi a vez de o metrô
chegar até Santana, e em 1984 o Shopping
Center Norte ajudou a impulsionar a região.
Mais estações do metrô iniciaram
seu funcionamento em 1998. E em 2003 foi inaugurada
a primeira fase do Parque da Juventude, numa
área de 240 mil metros quadrados onde,
até 2002, funcionava a Casa de Detenção
do Carandiru. "Esses foram marcos importantes
na história da Zona Norte".
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