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Sempre rodeada pela música, com 14 anos recebeu a proposta de tocar na Banda Sempre Livre, mas achou ser muito nova para integrar o grupo e assumir as responsabilidades que banda exigia. Aos 16 anos, enquanto estudava ópera, tocava e cantava nos bares do Rio de Janeiro.

Em 2000, apresentou um trabalho demo para algumas gravadoras, sem grandes resultados, e só em 2003 é que lançou seu primeiro CD.

Mantendo o jeito moleca, porém amadurecida, a botafoguense, filha de professora de piano e avô cantor de ópera, se vê reconhecida e torna-se a mais nova voz da MPB. Prova disso é seu novo trabalho, uma dobradinha ao vivo de CD e DVD.
Trazendo consigo uma bagagem de fortes composições românticas e ritmos que dançam entre a baladinha melódica e o fervoroso tango, na certidão de nascimento ela é Isabella Maria Lopes Leite, mas para a legião de fãs, que só aumenta, ela é Isabella Taviani.

Quando começou o interesse pela música?
Aos 11 anos ganhei meu primeiro violão e descobri que podia cantar as músicas dos meus ídolos. Do violão pulei para a guitarra e fiz parte de algumas bandas do colégio tocando em festinhas estudantis.
Comecei a estudar canto lírico com 16, depois de vencer um festival de música colegial, e estudei seis anos de ópera, cheguei a me apresentar como solista, mas paralelamente tocava e cantava em barezinhos do Rio de Janeiro.
Aos 22 iniciei a fase de produção dos meus shows e cantei em várias casas noturnas como Mistura Fina, Jazzmania, Rio Jazz Clube entre outras. Em 2000 produzi um CD demo com 5 faixas de minha autoria e apresentei para alguns diretores artísticos, mas sem obter bons resultados. E isso é estranho porque nele já existiam algumas canções do meu atual repertório, como Foto Polaroid, O Farol, Pontos Cardeais e Sentido Contrário.
Voltei então a fazer música ao vivo em bares e numa noite uma cliente levou minha demo para Aloysio Reis que tinha saído da presidência da EMI e estava abrindo uma gravadora independente, a Greensongs. Fechei contrato em 2002 lançando meu primeiro trabalho em abril de 2003.
Depois de dois anos de muitos shows, assino com a Universal iniciando essa nova caminhada com um CD/DVD Ao Vivo gravado no Canecão em Julho de 2005.

Quem mais influenciou você na sua vida pessoal e profissional?

Meus pais e meu padrinho que me deu meu primeiro violão e vivia me criticando "Tá desafinado!!!". Na música foram 3 grandes cantoras: Bethânia, Elis e Simone

Que tipo de músicas você gosta?
Gosto de MPB mesmo! Não gosto muito de canções "pensantes" demais esquecendo de o quanto é bom fechar os olhos e cantar emocionada. Também curto música Latina e Espanhola.

Quais seus cantores e compositores preferidos?
Como cantor destaco Jamie Culum, Alejandro Sans e Robbie Williams,não pela voz mas por toda a entrega e interpretação no palco. Já as cantoras são muitas: Alanis, Shakira, Ana Carolina, Zizi Possi, Alcione, Carly Simon, Karen Carpenter, Joss Stone, Nina Simone além de outras que eu ficaria horas aqui... Tem gosto e momento pra tudo! Gosto de cantores muito além da voz. É preciso sentir o que canta. Viver a canção.
Os compositores são: Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulinho MOSKA, Lenine, Vander Lee, além de Ana Carolina e Totonho Villeroy

O primeiro CD, independente, surpreendeu você com o sucesso feito? Qual foi sua reação ao perceber que suas músicas estavam sendo cantadas pelo Brasil?
Claro que surpreendeu! Mesmo achando que sempre que houve falhas em todo este processo, meu CD independente cumpriu seu papel. Arte só existe quando alcança o povo, e ter minhas músicas cantadas por aí sempre foi meu desejo maior.

Você teve participação nos discos Tom Jobim Lounge, MPB de cara nova; e na trilha da minissérie "Um só Coração". Que aprendizados você teve com essas experiências?
É preciso mostrar que uma intérprete pode e deve passear em vários estilos e movimentos. Cantar Bossa Nova numa leitura lounge, depois entrar numa sonoridade mais clássica como a Ária Paulistana e, mais recentemente, participei do show em homenagem a Renato Russo, lançado como CD e DVD, encarnando a roqueira que também mora em mim.

Como surgiu a oportunidade de participar da gravação da faixa "Ária Paulistana", para a minissérie "Um só Coração"?
Foi um convite de Mariozinho Rocha que precisava de uma voz nova capaz de interpretar com dramaticidade.

Quando você decidiu fazer o show "ao vivo" que virou DVD e CD, quais os medos e certezas que você teve?
Medo de arcar com muitas responsabilidades, já que o espetáculo era dirigido por mim. Certeza de que, finalmente, minha postura cênica seria assistida por muitas pessoas que nunca estiveram num show facilitando e diminuindo a distância entre nós.

A cantora Luiza Possi, também uma revelação, está gravando uma música sua (Outro mar). Como você avalia essas trocas de experiências?
A Luiza é uma excelente cantora que está crescendo e trilhando seu caminho dentro da sua verdade. Somos amigas o que facilitou no processo de criação da canção que eu fiz especialmente pra ela e para o momento que ela estava vivendo. Foi a primeira cantora que gravou uma música minha. Agora outros pedidos de canções estão acontecendo.

Você já fez muitas parcerias em shows? Quem foram? Como você avalia essas parcerias?
Já cantei com a Ana Carolina, Jorge Vercilo, Moska, Rita Ribeiro e Vander Lee. Cada um com sua característica. O importante é olhar no olho e trocar. Trocar sempre! Isto é estar no palco.

Suas inspirações são em experiências vividas ou histórias contadas?
As duas coisas. Mas a primeira opção está ganha sempre da segunda...[risos]

Como é saber que muitas pessoas se identificam com suas músicas?
Eu passei por essas coisas. Por que com os outros seriam diferentes?

Alta Rotação

Sucesso? Luta

Fãs? Altamente necessário

Pirataria? Vírus

Internet? Presente

Cantor? Quem vive a canção

Amigo? Sempre presente

Vida? Olhar pra frente

Futuro? É agora!

Nome completo: Isabella Maria Lopes Leite
Idade: 35
Torce para algum time? Botafgo
Descendente de que etnias? Branca
Comida favorita? Japonesa e Baiana
Quando criança, o que mais gostava de fazer?
Praticar esportes como volley, skate e amava brincar de pique bandeira e pique esconde.

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