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Espumante da região de Champagne, na França, faz parte da arte de bem viver

Nos últimos três séculos, os vinhos de champagne têm feito parte da arte de bem viver e até hoje são um dos principais símbolos da França. Em qualquer parte do mundo, champagne é sinônimo de so.sticação, elegância e bom gosto. Desde os dias em que os reis da França foram coroados em Reims, ele tem sido considerado a bebida da corte, das grandes celebrações, das grandes vitórias – e também consolo nas derrotas – e dos melhores momentos da vida.

Um grande vinho de champagne é uma verdadeira festa para os sentidos, como a interminável dança das bolinhas no copo, que seduz e hipnotiza, passando pelos nobres aromas de frutas, tanto cítrica quanto secas (amêndoas e avelãs) e pani.cação, terminando na boca em uma explosão de sensação táctil, com frescor, efervescência delicada e longa persistência aromática. Essas bebidas de excepcional qualidade têm como origem uma região vinícola de beleza ímpar: Champagne, na França, situada muito perto de Paris e onde os vinhedos são cultivados como jardins, em suaves encostas onduladas nas proximidades de Reins e Epernay.

A região demarcada de Champagne foi o.cialmente instituída em 1927, de acordo com a história da produção de vinho de cada uma das pequenas cidades ou villages do local. Desde aquela época, somente três tipos de uvas são permitidos para a produção de champagne: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, a primeira é branca, e as duas últimas, tintas. Além disso, regulamentos foram criados para limitar a quantidade das uvas produzidas e, por conseqüência, a quantidade de champagne produzido nas vinícolas, garantindo elevado padrão de qualidade.

Assim, foram estabelecidas regras para a poda e para o espaçamento entre as videiras. Institui-se a colheita manual obrigatória. O único método permitido para a produção de champagnes é o méthode champenoise, na qual a segunda fermentação, que produz as bolinhas de gás carbônico dissolvidas no vinho, deve ser feita em garrafas, que permanecem nas cavas subterrâneas no mínimo entre 15 e 36 meses, dependendo do estilo do champagne produzido.

Para assegurar o cumprimento de toda essa legislação e também para proteger o nome Champagne de usos não adequados, foi criada o Comitê Interpro.ssionnel du Vin de Champagne (CIVC), entidade que representa todas as Casas de Champagne e produtores de uva e que zela pela alta qualidade dos vinhos produzidos. Na verdade, o CICV é hoje bem mais do que isso, pois realiza pesquisas de ponta em sua sede em Epernay, buscando melhorar cada vez mais a qualidade dos vinhos, sem nunca perder de vista as tradições da região e as características inconfundíveis dos vinhos de Champagne.

ESTILOS PARTICULARES


Na verdade, as Casas de Champagne produzem uma grande gama de vinhos diferentes, cada qual com seu estilo muito particular. O vinho mais representativo de um produtor costuma ser o Champagne Brut Non-Vintage, produzido atualmente pela mistura de vinhos de diferentes safras, alguns muito antigos (de reserva).

Depois vem o Champagne Vintage, de uvas de uma única safra, produzido só em anos de excepcional qualidade. Esse tem muito caráter e costuma evoluir de forma magní.ca com o passar dos anos.

Outro estilo de prestigiado é o Rose, que pode ser Non-Vintage ou Vintage, produzido tanto por maceração (contanto da casca das uvas tintas com o suco) quanto pela mistura de vinhos brancos com tintos, antes da segunda fermentação na garrafa. Esses champangnes costumam ter muita estrutura e também ótimopotencial de envelhecimento na adega. E existem os Champagnes Demi-Sec, de caráter adocicado, muito apreciados para acompanhar frutas ácidas e sobremesas. No entanto, as grandes estrelas das Casas de Champagne são os chamados Cuvées de prestígio, que também podem ser ou não com safra indicada.

Esses champagnes são elaborados com os melhores vinhos da região, possuindo grandecomplexidade e distinção, envelhecendo na garrafa com muita nobreza.

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